17.9.08
Sobre o que disse Dna. Tereza
Não lembro o dia ao certo, e não gosto de lembrar. Mas foram coisas, que sinceramente, acho que nunca vou esquecer. Era um relacionamento sustentado por imaturidade, paixão e pressão. Éramos tão novos, eu pelo menos era muito nova. Tinha ciúme da vida dele se não fosse comigo, sempre fui assim. Tinha ciúme até das minhas bonecas quando pequena, e porque não do homem que eu achava que seria eterno. Eterno, sério, eu acreditava nisso. Na verdade, não lembro mesmo o dia, mas lembro dos detalhes dele. Brigamos, nos estapeamos como de costume, e eu fui embora. Porta na cara e nunca mais vou voltar blá blá blá, sabe? Dois dias depois lá estava eu, no apartamento dele, esperando que ele abrisse a portaria, aberta. Subi. Bati na porta, uma, duas, três vezes até que tive a brilhante idéia de entrar, talvez ele não esteja ouvindo e eu quero fazer uma surpresa, eu ai como amo ele e... Aham, o esperado pra uma historia triste, e o inesperado pra alguém que tem em mente fazer as pazes. Ele, ela. Um amor só. Filhos da puta, dois filhos de uma puta desgraçados. Não chinguei, não falei, não gritei, não esperneei. Olhei. É isso né? É isso mesmo né? Talvez com mais coragem eu o mataria, a piranha a essa altura tava longe lá e eu torcendo pra ele num me soltar a frase do "Eu posso explicar" Explica filho da puta, explica que eu quero ouvir! Não me liga, não me procura, vai pro inferno. Meu primeiro amorzinho, minha primeira decepção, bela história né? Certoo Dna Terezinha, estou contigo!
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