17.9.08

A Centenária

Dona Tereza, é uma senhora amigável. Fede a cigarro e mofo, mas é amigável. Mora sozinha a pelo menos uns seis ou cinco anos, as duas filhas mulheres já se casaram e o único homem, o mais velho, anda por ruas onde ela nem imagina. O cara é todo errado: é drogado, viado, viciado e se não bastasse meio bandidinho. Não que ser viado seja algo ruim é claro. Pois bem, esses dias passei pela casa da amigável Dna. Terezinha para os mais íntimos, dei boa tarde como de costume, mas acho que ela deveria estar numa enorme crise de carência! Perguntou pelas minhas irmãs, meus pais, meus avós, meus ex casos. Meus ex casos?! Aham, Dna Terezinha é a típica senhora fofoqueira que sabe mais da vida dos vizinhos do que de sua própria. No meio da calorosa conversa, ela acendeu um cigarro daqueles de filtro amarelo, deixou-o pendurado na boca enquanto falava: "Sabe filha... Não se prenda a nenhum homem na sua vida, homem, é uma raça de filhos da puta, meu querido Osvaldinho, que descanse em paz, nunca me deu sossego, teve uma época minha filha, que eu descobri três amantes dele, ao mesmo tempo! Você acredita? E uma não sabia da outra, você precisava ver a confusão que deu. Três putas, eram aquelas vadias, todas novinhas... E eu? Não podia falar nada... Sempre trabalhei só por conta própria, aí era o problema né, sem ele, eu não vivia. E eu amava muito aquele homem..." Corna mansa! (Pensei eu...) O engraçado, é que mulheres se sujeitam a isso, vai tomar no cu né minha senhora, homem é o que não falta. Engraçado, que a Dona Tereza, é uma mulher pra qual ninguém nunca dá muita atenção, mas ela sempre me conta cada historia que só ouvindo no tom daquela velha pra entender do que digo. O foda é aturar aquele cigarro pendurado naquela boca murcha e o cheiro forte de mofo. Mas fora isso, conheçam Dna's Terezinha's da vida.

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