17.9.08
Vingancinha
Em pé, ele me encara e me deixa meio desconsertada. Sentada, eu o olho, mas retorno aos tempos de menina onde eu não conseguia olhar nos olhos das minhas paixões, não que ele seja uma paixão, longe disso, mas ele me desconserta. Ele me rodeia, como se tivesse numa escolta de terreno. Acompanho, e deixo que ele acredite por um momento que tem controle da situação. Claro que não. Ao me levantar, ele pára na minha frente, é claro, causa aquela vergonha de ambas as partes, olha que legal, novamente me sinto uma menina. Enchendo o copo, começo a conversar, ele me diz tantas coisas, mas não presto muita atenção. Pra variar, deixo derrubar whisky por cima daquela bancada bagunçada de uma casa visivelmente habitada apenas por um homem, ou mais de um de acordo com aquela bagunça toda. Peço desculpas. "Que nada" ele murmura. Aham. Tá. É... Ele me puxa junto a ele, e me abraça, como se fosse um amigo que não via à muito tempo. Aperta, abraça, beija, puxa, arranca, prende. Uuf. Calma. Calma? Calma pra que? Ele me machuca de tanto querer, me envolve em tanta vontade e me faz esquecer a vida chata que eu estava levando. Sei. Me ama? Shhhh. Quietinho. Aqueles olhinhos apertados continuam a me encarar, e a situação se reverte, ele me olha com olhos de menino assustado, e dá aquele beijinho estalado. Me abraça, recosta sua cabeça no meu peito e diz que me quer pra ele. É? Mas isso é uma vingança querido... É? Eu sei, tomou maiores proporções e... Shhhh.
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