24.9.08

Quando não se entende.

Lembro como se fosse hoje, eu era bem mais nova e tudo era bem mais legal. Até que eu conheci ele, que na verdade, era só um amigo bem próximo mesmo. Ouvíamos musicas juntos, ele vinha na minha casa, passávamos a tarde ouvindo musica e eu reclamava daquele cigarro dele! Ele adorava vinho e cigarro. Escreve pra caralho até hoje, e na época escreveu vários poemas pra mim. Tenho todos guardados até hoje. Nada minimalista ou parecido, era algo poético mesmo. Lembro como se fosse hoje. Minhas roupinhas coloridas, minha felicidade juvenil, e ele, me olhava com aquele olhar de vontade. E eu, me enrolava na minha inocência e achava ele super legal. Sentávamos, conversámos. Ele lia, eu sorria, ria. E fingia, que não entendia nada. As vezes nem entendia mesmo. Era legal. Todo dia, na hora de ir embora, ele me fitava com olhinhos caidinhos, e me dava um beijo no rosto. Ele queria mais. Eu não sabia. Eu não entendia. Estou com sono... Depois termino.

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